Perfeito, não?! Ele teve a ajuda do Jardineiro Fiel para produzir esse poema, com certeza. [rs...] Como eu queria acalentar minha alma, reconstruir meu jardim, aos poucos recebi boas sementes de flores raríssimas, porém havia uma flor que nunca saiu do meu jardim, a única que não havia morrido por completo, apesar de todos os temporais que enfrentou e dos pouquíssimos cuidados da proprietária. Essa flor é única e o Jardineiro Fiel continuou preservando-a. Fitei meus olhos nela e comecei a mantê-la sob um cuidado especial, ali estavam contidos todos os meus sonhos, planos, momentos de real felicidade, memórias de esperança e a cada dia que eu cuido dela encontro coisas valiosas capazes de me fazer abrir um sorriso sem igual, então corro para mostrá-la ao meu Jardineiro Fiel como linda está se tornando minha flor. Agora, eu quero mostrar meu jardim a todos, mostrar como ele está ficando cada dia mais lindo, mas Ele disse para que eu não o abrisse ainda, haverá o tempo certo para fazê-lo. Anos atrás eu li os últimos livros de uma série que acompanho desde a adolescência, na penúltima edição a autora Robin Jones Gunn traz um poema simples, até bobo mas que lembrei enquanto pensava em abrir meu jardim, e ele diz o seguinte:
Dentro do meu coração cresce solto
um jardim de violetas e perfumadas rosas.
Alegres narcisos do prado se alinham ao longo do estreito caminho,
silentes a ouvir meus passos.
Doces tulipas acenam em repouso;
eu me ajoelho e busco em Deus o bem maior. 
Pois em volta do meu jardim há uma cerca firme
que guarda meu coração para eu decidir
quem pode entrar, e quem deve esperar, do outro lado da cerca...
Prendo a chave no pescoço
e indago se a hora é já.
Se hoje o portão se abrisse,
você entraria ou embora iria?
Por hora ainda não perguntei a alguém se gostaria de ter minhas chaves, mas quando isso acontecer espero ter meu jardim perfeito e cheio de flores para assim olhar para meu Jardineiro Fiel a fim de entender que é tempo de entregar as chaves.

